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A Nova Era das Trevas
 
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 Céu Carmesim

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MensagemAssunto: Céu Carmesim   Ter 7 Abr 2009 - 19:54

0. Prelúdio

Ping.

Ping.


O líquido esverdeado gotejava do teto da caverna, o único som em milhas e milhas de pedra e noite eterna.

E pingava na bacia que a mulher segurava, pacientemente, os braços erguidos sobre o rosto do homem amarrado às pedras. Acima deles, a serpente, a boca aberta mostrando as presas cruéis. A bacia se enchia lentamente, como o passar das eras; e vez ou outra a mulher a esvaziava numa vala. E o veneno da serpente pingava no rosto e olhos do homem, que se contorcia e gritava, e a caverna tremia, e com ela o mundo.

Assim havia sido por séculos. O castigo de Loki, pai-dos-lobos, que duraria até o fim das eras.

O Ragnarok.

Mas algo estava diferente.

O primeiro sinal de mudança foi Sigin quem viu, encolhendo os braços cansados; a serpente fechou a boca, cessou o veneno, e enroscou-se para dormir pela primeira vez. As entranhas de Nari se afrouxaram, libertando o prisioneiro. E Loki levantou-se, esticando os membros, o olhar cheio de ódio e júbilo.

Era chegada a hora.


Última edição por Administrador Geral em Ter 25 Ago 2009 - 17:17, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Céu Carmesim   Ter 7 Abr 2009 - 19:58

I. A Cavalgada das Valquírias

As cores, uma miríade luminosa de madrepérola, rasgavam o céu noturno como um arremedo alucinado de amanhecer. As Luzes do Norte, como eram chamadas: o brilho exótico das armaduras das virgens guerreiras, as Valquírias, em sua cavalgada pelo firmamento.

Elas pousaram nos campos de Asgard, acompanhadas do vôo de ébano e marfim de cisnes e corvos, diante dos portões do Valhalla. Mas desta vez não traziam consigo os guerreiros do Ragnarok; desmontaram, ao invés, e adentraram os salões.

Seu sinal ainda brilhava nos céus quando eles chegaram, montados em seus corcéis e carruagens, os Deuses. Vindos de todas as partes da terra sagrada, de Vanaheim, dos pés de Yggdrasil, de Folkvangr, Aesir e Vanir reuniam-se no grande salão do palácio de Odin sob a neve que caía, delicada, incessante. E, diante deles, estava Loki.

"Sejam bem-vindos, caros, grandes, meus irmãos." disse ele, com sua voz sibilante e seu sorriso venenoso. "Bem-vindos... à alvorada da grande glória. Ao grande plano do Pai-de-Todos."

"Poupe-nos de suas palavras venenosas, Pai da Discórdia, e diga-nos logo o motivo de tal reunião." replicou a figura imponente de Bragi, cenho franzido e braços cruzados. "Desde a partida de Jormundr, o hidromel se tornou escasso nas mesas do Valhalla, e brasas tomam o lugar dos fogos do grande salão. Não bastasse a ausência de Wotan, ainda temos a desagradável notícia de que o traidor e assassino..." e fez uma mesura jocosa na direção de Loki. "... foi liberto de seu castigo. Acredito que Thor tenha visitado muito as terras do sul ultimamente. Quando os gatos se ausentam, os ratos se agitam."

Risos.

"Cuidado, esposo de Idun; muitos já perderam suas línguas por menos, e os covardes as perdem primeiro." sibilou Loki, estreitando os olhos maliciosos. "Levantar-se contra o Pai-de-Todos é um ato temerário, afinal, e raramente sábio. Esperaria-se mais do Primeiro Poeta, não?"

"Como ousa, seu verme...!" rugiu Tyr, levando a única mão à lança, e Loki tremeu contra sua vontade ao ver sua fúria. Mas a mão de Frigga interviu, pousando sobre o ombro de Tyr, e este deixou cair seu braço ao longo do corpo novamente. "Virá o tempo de Loki de retornar à caverna e à serpente, ó Poderoso." disse ela em sua voz baixa, quase suave; mas seu poder fez o silêncio entre os Aesir e Vanir, prestes a repetir a cena dos salões de Aegir, e eles se acalmaram. "Porém neste momento ele tem sua razão; suas palavras não são apenas dele, mas de Odin. Ouçamos o que tem a dizer a língua astuta do jotum."

Loki aprumou-se novamente, confiança e coragem restauradas com o apoio inesperado, e seu sorriso alargou-se. Frigga sabia bem do que falava.

"Meus gloriosos irmãos." começou, num tom atípico e com um gesto grandioso, e cada um dos presentes se agitou, desconfortável. "É chegada a hora de uma nova era para nós."

"Ponhamos de lado nossas pequenas diferenças. Esqueçamos nossos conflitos, as profecias, e mudemos nosso futuro. Já por um ano a neve cai incessante sobre as terras do norte; guerras incendeiam os lares, ateadas por irmãos contra seus irmãos, e cada vez as chamas ardem mais altas. Aproxima-se o Fimbulvetr."

Os deuses trocaram olhares nervosos, alguns levando mãos às armas. Fimbulvetr? Os três invernos que antecediam o fim do mundo? Era certo que este havia sido longo, e nenhum sinal da primavera, nenhum pássaro ou flor, haviam despontado no branco da neve. Mas o fim... não poderia estar tão próximo, pensavam. E com Wotan desaparecido, como haveria de se realizar o Ragnarok como profetizado?

O sorriso de Loki aumentou, e ele deu-se ao luxo de um breve silêncio para melhor saborear o efeito de suas palavras. Sábias haviam sido as previsões de Odin, de fato.

"Mas não temamos; nosso fim ainda não se aproxima, ó irmãos." continuou, as palavras sinuosas. "Nosso destino não precisa ser este. Não precisa ser agora. Podemos adiar a ruína e a guerra... e ganhar glória renovada nos corações dos homens."

Agora eram olhares curiosos que se voltavam para o jotum. Até mesmo esperançosos, poderia-se dizer.

"Diga-me, cara Gefjun, quantas são as virgens que a servem em seus aposentos em Folkvangr, jovens intocadas que atravessam Bifrost em sua morte? E diga-me, grande Forseti, da mão justa e balança infalível, quantos comparecem a seus salões buscando o julgamento dos deuses? Há quantos anos dorme a lâmina de Váli, ociosa e esquecida, despida do terror que impunha outrora?"

"Sim, meus irmãos. Os homens se esqueceram de nós, e nós, deuses mais antigos que a memória, vemo-nos descendo para o fim de um longo outono."

"Mas não por muito tempo, e não mais!" e sua voz se ergueu, imponente, retumbando nas geleiras eternas de Asgard. "Despertemos, irmãos! Lembremos os homens de nossos nomes, e que trema a terra sob o peso de nossos passos, que se abra o céu do inverno e retorne a nós o verão!"

Os rostos dos deuses, mesmerizados pelas palavras de Loki, lhe disseram que havia conseguido tocar seus corações, e ele mal pôde conter um sorriso retorcido. A primeira vitória -- das muitas que antevia.

----------------------------

O clangor de aço contra aço e gritos de guerra enchiam o ar. Os cascos nervosos dos cavalos abriam sulcos profundos na neve, e seus relinchos ansiosos reverberavam junto dos brados dos homens, em um intenso clamor por vingança. Armaduras e lâminas reluziam suavemente à luz do sol e, àquela altura, as fileiras estavam quase prontas para o início da marcha. Arreios colocados, selas apertadas, o espírito de batalha elevando-se nos combatentes.

Nas forjas sob a terra os anões tiniam seus martelos contra o metal quente, moldando-o em lâminas das mais diversas formas para os Einherjar e Aesir, iludidos pelas promessas venenosas de Loki. De seu trabalho laborioso saíam as armas reluzentes e poderosas que trariam a ruína aos inimigos de Asgard e a glória e fama aos duergar. Assim ele prometera; e eles haviam ficado mais que contentes de reacender suas fornalhas, dormentes desde a queda dos filhos de Ivaldi, e trocar sua habilidade pelas recompensas dos deuses.

E, observando a tudo, Loki sorria, antecipando a guerra por vir. Porém, mais do que a dor, o sangue e a glória, ele esperava com mais ansiedade pelos espólios da grande batalha -- o poder.

Sim, o velho caolho tinha apostado alto desta vez. Mas a recompensa seria doce como poucas.

----------------------------

Longe dali, nas terras distantes ao sul, Odin estava inquieto. Era velho, astuto como uma raposa, traiçoeiro como um texugo; havia passado por histórias e batalhas inúmeras, e sobrevivera a todas. Há muito tempo nada o perturbava tanto ao ponto de incomodar.

Mas então por que seu coração endurecido se enternecia, mesmo a contragosto, ao ver o sorriso e o olhar da jovem Atena? Por que ele se flagrava lamentando a destruição das terras quentes e verdejantes dos filhos da Noite? Por que ele, no fundo, passara a temer a chegada de Loki e dos Aesir, quando eles seriam sua tão esperada libertação?

Besteiras. Depois de instaurar a nova hegemonia e resgatar os seus -- e a si mesmo -- do oblívio e da decadência, o sabor da vitória seria muito mais forte que o amargor daqueles sentimentos. E ele, Odin, Wotan, lideraria os Aesir e Vanir pela nova fé.

----------------------------

Os preparativos estavam terminados. Einherjar e Valquírias postavam-se lado a lado, suas armas e escudos e elmos recém-forjados reluzindo ao sol que derramava luz dourada sobre os campos e vales diante do Valhalla. À frente deles, os Deuses, Aesir e Vanir, paramentados para a guerra, cheios de orgulho e poder.
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MensagemAssunto: Re: Céu Carmesim   Ter 14 Abr 2009 - 20:34

II. Santuário

Zothar olhou novamente para o horizonte, sua figura imponente assomando contra o céu brilhante. Mais uma missão de praxe, embora fosse bem incomum um cavaleiro dourado ser mandado em reconhecimento. Mas ele estivera mesmo querendo sair um pouco.

Tudo parecia em paz por ali, embora um certo incômodo pairasse no ar; mas poderia ser simplesmente a presença do Santuário, que já estimulava um sentimento de alerta e respeito nos arredores. E o cavaleiro preparou-se para voltar e reportar as poucas novidades ao Grande Mestre, mas...

... o que era aquilo, por Atena? Uma grande onda de cosmo, massiva como se composta de todas as hordas do Submundo, avançava do norte. E ele correu ao encontro, ocultando seu próprio cosmo enquanto avançava, cuidadoso.

O brilho de centenas de armaduras e armas reluzentes o cegou momentaneamente, o brado de guerra em uma língua desconhecida atordoando seus ouvidos, os passos pesados fazendo tremer o chão. Era a guerra vindo, soube o cavaleiro imediatamente, e sentiu as pernas fraquejarem sob o peso do próprio corpo. Seria aquela a ruína de Atena? E quem seriam os desconhecidos?

De qualquer forma, decidiu, o Grande Mestre e a Deusa precisavam saber. E rumou para o Santuário o mais rápido que pôde, passando pelos campos como um raio dourado, no auge do sétimo sentido.

"Atena!" bradou, chegando diante da deusa e do Mestre, sem as formalidades de costume nem pedir a permissão dos guardiões das casas enquanto corria. Situações drásticas exigiam atitudes drásticas. "Preciso lhe informar algo urgente!"

"Acalme-se, Zothar de Virgem." respondeu o Grande Mestre, os olhos examinando o guerreiro atentamente, por trás do elmo dourado. "O que o traz aqui com tamanha pressa?"

"Um exército de guerreiros desconhecidos, Grande Mestre." replicou o cavaleiro, ajoelhado, tentando recuperar seu fôlego -- tanto pela corrida desesperada quanto pelo peso das notícias. "Estão já perto da Grécia, vindo para nos atacar e liderados por deuses que nunca vimos nestas terras! Peço que informe ao povo para evacuarem pelo lado sul, enquanto os cavaleiros tentarão parar essa horda invasora!"

O Mestre emudeceu por alguns momentos, sentindo a armadura pesar sobre os ombros mais do que nunca. Os olhos fechados, perguntando a si mesmo como deixara isso passar. Questionando o silêncio das estrelas em Star Hill. Mais uma guerra descortinando-se no horizonte. Deuses contra deuses, exércitos chocando-se uns contra os outros, mais um banho de sangue para deixar estéril o castigado solo desse Santuário.

"Sim!" bradou de súbito, como se violentamente arrancado de seus devaneios. "Evacue os civis. Não importa quem sejam, ou por que estão aqui. Não deixaremos que avancem até Atena!"

Apenas quando os passos metálicos de Zothar desapareceram nas escadarias, Caos pôde livrar-se da máscara de Senhor do Santuário e deixar o desespero invadí-lo com força. Eles não ameaçavam apenas a deusa que servia. Oh, não. Eles ameaçavam a mulher que amava. Mais do que deusa, mais do que Atena, ela era aquela a quem devotava os últimos pensamentos antes de adormecer à noite. Mas sempre soube que essa era a sua sina. As batalhas os uniram, mas também haveriam de separá-los. Seria aquela a derradeira?

Seu cosmo elevou-se entre os pilares e casas do Santuário grego. Uma convocação, como há muitos anos não ocorria. Um chamado para a guerra. Um atrás do outro, os detentores das armaduras douradas, atravessaram as escadarias. Deixaram, pela primeira vez em muito tempo, as doze casas vazias para trás. Cavaleiros de Prata e Bronze reuníam-se pouco a pouco, e mesmo os que se encontravam mais distantes pareciam ter ouvido o chamado. Ombreiras contra ombreiras, esperavam ansiosa e angustiadamente as ordens.

"O que está havendo?" O primeiro a se manifestar foi Kakashi de Áries, curiosamente também um dos primeiros a chegar. Sua pergunta parecia refletida nos olhos de todos os presentes.

"Cavaleiros de Ouro." Caos correu rapidamente os olhos por cada um. "Nossos inimigos avançam novamente sobre nós, sem aviso. Um grande exército está se dirigindo para a Grécia. Seus objetivos não são claros, mas vêm com sede de sangue e guerra, e não podemos nos dar ao luxo de esperar para saber suas intenções. É chegada a hora de lutar."

----------------------------

A vida seguia, alheia, na vila aos pés do Santuário; para aquelas pessoas, mercadores e agricultores temperados ao longo de séculos e séculos de guerras e conflitos, a poeira no horizonte não era sinal de alarme. Embora alguns, mais alertas por conta do chamado do Grande Mestre, se perguntavam por que haviam sido convocados todos os cavaleiros tão de repente.

Mal imaginavam.

Quando os primeiros brados de guerra se elevaram das montanhas e os invasores desceram sobre a tranquila Rodorio, o máximo que puderam fazer foi fugir em pânico; os inimigos cortavam pela aldeia como uma espada na água, desferindo golpes aqui e ali com suas espadas recém-forjadas, brilhantes como um clarão de morte. Atrás das linhas, uma voz imperiosa gritava comandos em uma língua estranha, lembrando os Einherjar de sua missão: destruir Atena e seus cavaleiros corruptos, arrancando a deusa de seu imerecido trono sobre a Terra.

Apavorados com os números imensos do inimigo, os aldeões se retiravam tão rápido quanto podiam e não ofereciam resistência alguma; um rapaz jovem, porém, pisou para fora da turba e encarou as hostes dos Einherjar, o queixo firme e erguido, com uma atitude altiva que os fez parar. Curiosidade ou impressão?

"Parem, invasores, em nome de Atena! Não dêem mais um passo dentro desta cidade!"

Eles o olharam, encararam um ao outro, e riram com desdém. "Saia do caminho, menino! Não é a você que queremos derrotar e jogar ao pó. Corra por sua vida e talvez se salve!" escarneceu um dos Einherjar, a armadura brilhante sob o sol. "Corra e chore, e talvez tenhamos piedade de você!"

"Não sairei nem fugirei!" respondeu ele, indignado, colocando-se em posição de batalha, seu cosmo ardente queimando alto. "Sou Long, aspirante a Cérbero e servo orgulhoso de Atena! Terão que passar por mim para continuar, quem quer que sejam! Não me subestime, profanador!!"



[continua...]
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MensagemAssunto: Re: Céu Carmesim   Qui 16 Abr 2009 - 19:25

Mas...

"CÓLERA DO DRAGÃO!" fez-se ouvir uma voz atrás de Long.

E um dragão de luz dourada irrompeu dos céus, descendendo sobre as fileiras invasoras com uma fúria assombrosa, e deixou um rastro de terror e destruição por entre os inimigos. Na confusão, um outro jovem aproximou-se do aspirante de Cérbero: o jovem dragão dourado, Alexander, treinando para Libra.

"Long, você está bem? Tem alguma idéia de por que fomos atacados?"

"Não, Alexander, não sei. Mas temos que detê-los!" ele apontou o caos deixado pelo golpe do outro. "E podemos detê-los, eu sei! Vamos combinar nossas forças e fazer com que se arrependam do dia em que ousaram pisar no solo sagrado de Atena!"

"Hai, Long-san!" replicou Alexander com firmeza, explodindo seu cosmo novamente. Memórias de seu juramento solene a Atena, no dia em que a conhecera e fora escolhido como seu cavaleiro, lhe afloraram à mente. Finalmente chegou a hora de provar por que mereci sua confiança, reifujin Athena!, pensou, e disparou sua técnica.

"CÓLERA DOS CEM DRAGÕES!!!" bradou ele, os dragões de energia dourada mais uma vez erguendo-se na direção do céu.

A seu lado, Long esperava o momento estratégico da descensão do golpe. Provaria que não era mais um aspirante indefeso, e que estava pronto para também defender o Santuário e sua deusa! Seu cosmo ergueu-se, em harmonia com Alexander, e explodiu nas...

"CHAMAS DO PORTÃO DO INFERNO!!!" clamou, e as chamas negras irromperam sob os pés dos inimigos, consumindo-os em fogo e destruição, ao mesmo tempo em que a ruína dourada chegava sobre eles!

Gritos confusos de dor e morte ecoaram por Rodorio, o sangue dos infelizes evaporando-se no poder avassalador dos golpes dos aspirantes. Por um momento, os dois jovens provaram da glória de vencer os inimigos...

... mas sua alegria durou pouco. Um dos Enherjar se destacou entre as fileiras, dissipando as chamas e o cosmo como se fossem nada mais que brisas. "Vocês atacam meus soldados e se acham superiores e poderosos, arremedos de cavaleiros? Esta brincadeira acaba aqui." E elevou seu cosmo para reforçar as palavras: algo digno até mesmo de um cavaleiro de ouro!

"Há um lugar na guerra para os jovens destemidos que se lançam cegamente contra um inimigo que desconhecem. E este lugar é o túmulo."

"Eu jamais desistirei, nem que eu tenha que morrer!" replicou Alexander, enfurecido. "E, se morrer, levarei você para o Meifumado junto comigo!" e correu veloz na direção do invasor, seu cosmo queimando como uma chama dourada, visando se colocar atrás dele.

O Último Dragão. A técnica suicida ensinada por Dohko a Shiryu, a técnica proibida do lendário cavaleiro de Dragão. Alexander sabia que estava pronto para ela, mesmo que custasse sua vida; nenhum preço era alto demais para se pagar por Atena!

Mas uma mão o interceptou, agarrando seu pescoço antes mesmo que pudesse reagir, e apertou com força a traquéia do jovem aspirante. O cavaleiro misterioso, alto e forte, ergueu facilmente Alexander do chão, e sorriu na antecipação de sua vitória.

"Alexander!!!" gritou Long, e correu também na direção dele, o punho erguido para o poderoso Triskelion; porém o inimigo se provou novamente mais ágil, arremessando Alexander sobre o colega com uma força capaz de quebrar cada osso de seus corpos desprotegidos.

"Ack..." Long se levantou a custo, erguendo o outro com dificuldade. "Alexander, você está bem? Maldito seja, vou acabar com você!!!"

"Estou bem." Alexander levantou-se também, rilhando os dentes para afastar a dor. "Não se preocupe comigo, Long. O mais importante é destruirmos esse maldito antes que ele chegue perto das Doze Casas!" e limpou o sangue do canto da boca, encarando-o. "Acho melhor iludirmos esse desgraçado para que possamos atacar de uma só vez. Sou mais veloz; deixe que eu o engano, enquanto você aguarda. Quando sentir que o momento chegou, ataque e não se preocupe comigo!"

"Certo!" respondeu o outro, fechando o punho. "Vamos..."

Mas Long se calou de repente.

Afinal, como falar com uma mão atravessada no peito?

"Falam demais." resmungou o inimigo, jogando o corpo do aspirante para o lado, a mão gotejando sangue ainda quente. Long balbuciou alguma coisa, mas só o que conseguiu emitir foi o borbulhar tênue do próprio sangue; soergueu-se, reunindo forças, mas a escuridão veio, e ele caiu novamente. Para não se levantar desta vez.

"... Agora, só mais uma pedra para tirar do caminho." ele olhou para o outro rapaz, ameaçador, a mão ensanguentada erguendo-se para um novo golpe.

"LONG!" gritou Alexander, e voltou-se para o inimigo, ódio e indignação queimando em seus olhos como um lampejo de fogo. "Maldito!!! Desta vez eu acabarei com você, nem que seja a última coisa que faça neste mundo!!!"

A fúria agiu como combustível, elevando o cosmo do aspirante a níveis assustadores. Athena, me perdoe por usar esta técnica que jurei nunca mais usar desde que a desenvolvi... mas preciso destruí-lo. Por favor, aumente meu cosmo, a fim de que eu acabe com ele!, pensou ele, e deflagrou sua técnica secreta.

"CHAMAS ATÔMICAS DO DRAGÃO!"

O golpe suicida desenvolvido em segredo de seu mestre, em segredo de todos os cavaleiros; o golpe que consumia inimigo e cavaleiro numa explosão poderosa capaz de simplesmente desintegrar os corpos. Os soldados invasores protegeram os olhos da luz dourada e recuaram, atordoados, e quando os abriram novamente...

... o nada. Uma grande cratera marcava o local da explosão, as próprias nuvens sobre a área dissipadas pela força da técnica. Nenhum sinal do aprendiz, ou de seu campeão! E eles murmuraram entre si, admirados com a coragem e honra dos dois jovens que ousaram desafiar um Einherjar. Alexander e Long; suas vozes e nomes ainda ecoariam nas canções dos bardos, muitos anos depois, quando fossem cantadas as histórias daquela guerra.


[continua...]
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